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Auxílio-Acidente • Benefício do INSS

Requisitos e quem tem direito ao Auxílio-Acidente

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Resposta rápida: quem sofreu um acidente de qualquer natureza e ficou com uma sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual pode ter direito ao auxílio-acidente — mesmo continuando a trabalhar normalmente.

Diferente do auxílio-doença, não é preciso estar afastado nem cumprir carência para ter direito.

Não temos nenhum vínculo com o INSS ou Gov.br.

Quem tem direito ao Auxílio-Acidente

Para ter direito ao benefício, é preciso cumprir, ao mesmo tempo, estes requisitos:

  • Ser empregado, trabalhador avulso ou segurado especial (não vale para contribuinte individual ou facultativo)
  • Ter sofrido acidente de qualquer natureza (trabalho, trajeto, doméstico, trânsito etc.) ou doença ocupacional
  • Ter ficado com sequela permanente que reduza a capacidade para o trabalho que habitualmente exercia
  • Não é exigida carência nem afastamento do trabalho para o pedido

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Auxílio-doença ou Auxílio-Acidente: qual a diferença?

Os dois benefícios existem para situações diferentes:

SituaçãoAuxílio-DoençaAuxílio-Acidente
Tipo de incapacidadeTemporáriaSequela permanente (parcial)
Precisa parar de trabalhar?SimNão
Exige carência?Sim (12 contribuições)Não
Como é pagoNo lugar do salárioAlém do salário

Quando o auxílio-acidente é concedido

Geralmente é concedido depois de um período de auxílio-doença, quando a perícia médica constata que a lesão se tornou permanente e reduz — mas não impede totalmente — a capacidade de trabalho.

O que conta como sequela permanente

Nem toda lesão dá direito ao benefício — é preciso que ela reduza sua capacidade de trabalho de forma definitiva:

  • Redução da capacidade para o trabalho que você exercia antes do acidente
  • Perda de função ou movimento de um membro, órgão ou sentido
  • Não precisa ser uma incapacidade total — mesmo uma redução parcial já pode gerar direito
  • A sequela precisa ser confirmada por perícia médica do INSS

Como é calculado o valor do auxílio-acidente

O cálculo segue passos simples:

  1. 1 O INSS calcula a média de 100% de todas as contribuições feitas desde julho de 1994
  2. 2 Aplica o percentual de 50% sobre essa média
  3. 3 O valor é pago mensalmente, junto com o salário, até a data da aposentadoria

Exemplo: um segurado com média salarial de contribuição de R$ 3.000 recebe 50% × R$ 3.000 = R$ 1.500 de auxílio-acidente, além do salário.

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  • Se você realmente tem direito
  • Se sua sequela já pode ser considerada permanente
  • Como comprovar o nexo com o acidente
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Documentos necessários para pedir o auxílio-acidente

  • RG e CPF
  • CNIS atualizado
  • Laudos e exames que comprovem a sequela permanente
  • CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), se o acidente foi relacionado ao trabalho
  • Boletim de ocorrência ou registro do acidente, quando houver
  • Relatório médico detalhando a limitação causada pela sequela

Por que muitos pedidos são negados

Os erros mais comuns que levam o INSS a negar o benefício:

  • Perícia não reconhecer a sequela como redutora da capacidade de trabalho
  • Falta de nexo comprovado entre o acidente e a lesão
  • Documentação médica insuficiente ou desatualizada
  • Confusão entre incapacidade temporária (auxílio-doença) e sequela permanente (auxílio-acidente)
  • Ausência de CAT em acidentes de trabalho, quando exigida
  • Sequela considerada leve demais para reduzir a capacidade laboral

Já teve o pedido de auxílio-acidente negado (ou tem medo de ser negado)?

Fale com um especialista antes de dar entrada e evite erros que atrasam seu benefício.

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Como aumentar suas chances de aprovação

  • Reunir laudos médicos detalhados sobre a sequela e suas limitações
  • Comprovar o nexo entre o acidente e a lesão com exames e relatórios
  • Emitir a CAT corretamente, quando o acidente for de trabalho
  • Buscar avaliação médica especializada antes da perícia do INSS
  • Recorrer administrativamente em caso de negativa, com novos documentos
  • Verificar se o histórico de auxílio-doença anterior pode embasar o pedido

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Perguntas frequentes sobre Auxílio-Acidente

O que é o auxílio-acidente?

É uma indenização mensal paga pelo INSS a quem sofreu acidente de qualquer natureza e ficou com sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual, mas não impede de continuar trabalhando.

Posso receber auxílio-acidente mesmo trabalhando?

Sim. Diferente do auxílio-doença, o auxílio-acidente é pago junto com o salário — você continua trabalhando normalmente e recebe o benefício como uma indenização pela sequela.

Qual a diferença entre auxílio-doença e auxílio-acidente?

O auxílio-doença substitui a renda durante uma incapacidade temporária, enquanto você fica afastado. O auxílio-acidente é uma indenização por sequela permanente, paga além do salário, sem exigir afastamento.

Preciso de CAT para pedir o auxílio-acidente?

Só se o acidente foi de trabalho ou de trajeto. Para acidentes de outra natureza, como doméstico ou de trânsito, a CAT não é exigida, mas é preciso comprovar a sequela por laudos médicos.

Por que o INSS nega tanto o auxílio-acidente?

Os motivos mais comuns são a perícia não reconhecer a sequela como redutora da capacidade de trabalho, falta de nexo comprovado entre o acidente e a lesão, ou documentação médica insuficiente.

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